Cuidados Paliativos: em que momento iniciar o tratamento
por Ana Claudia Nagao
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A morte da atriz Araci Balabanian, ocorrida no dia 7 de agosto, assim como a da cantora Rita Lee e do jogador Pelé, traz ao debate os cuidados paliativos diante de uma doença ameaçadora de vida.
A abordagem vem ganhando evidência nos últimos anos e a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) tem fomentado a discussão para que esta prática esteja acessível para todos os pacientes atendidos pela saúde pública, por meio da implantação de uma política pública específica.
Ao contrário do que pensa a maioria da sociedade, cuidado paliativo não é uma abordagem para ser usada no final da vida. “É um conjunto de práticas que visa reduzir a dor e o sofrimento em pacientes que tem diagnóstico de doença ameaçadora de vida e que deve ser iniciada o mais cedo possível, junto com outras recomendações e tratamentos médicos”, afirma Rodrigo Castilho, presidente da ANCP.
Segundo ele, estar sob cuidado paliativo não representa fim de vida ou incurabilidade, e muito menos “esperar a morte chegar”. É uma abordagem que deve ser empregada por profissionais especializados junto com outras terapias que o paciente estiver fazendo, de acordo com as prescrições médicas.
“Os cuidados paliativos consistem em promover a assistência por uma equipe multidisciplinar com a finalidade de melhorar e preservar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares, minimizando o sofrimento diante de uma doença grave que ameace a vida”, ressalta Castilho.
Formada em Jornalismo pela Unesp - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, atua na área há 30 anos. Conquistou recentemente o prêmio Especialistas da plataforma Negócios da Comunicação.
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