Fraudes no INSS implicam empresário do setor farmacêutico
Citado na CPI da Covid, Maurício Camisotti é um dos principais investigados no escândalo de descontos indevidos da previdência

Citado na CPI da Covid, Maurício Camisotti é um dos principais investigados no escândalo de descontos indevidos da previdência
O setor farmacêutico pode estar envolvido no escândalo do INSS. Afinal, um dos principais investigados, Maurício Camisotti, já foi citado também durante a CPI da Covid. As informações são do Estadão Conteúdo.
Em 2021, o empresário foi o responsável pela transferência de R$ 18 milhões para a Precisa Medicamentos. Agora, segundo a Polícia Federal, ele seria um “sócio oculto” na Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec). Entre 2019 e 2024, a entidade somou um faturamento de R$ 178 milhões. Contra a associação, pesam duas mil reclamações registradas.
As contribuições dos associados à Ambec – entidade na qual Camisotti seria sócio oculto – eram de R$ 135 em 2021. Foi nesse ano, mais precisamente em agosto, que associação assinou um acordo de cooperação técnica com o INSS. Por meio desse credenciamento, a Ambec passou a poder descontar mensalidades diretamente na folha de pagamento dos aposentados.
Os saltos apresentados nos valores daí em diante foram vertiginosos:
Tal crescimento não passou batido. A Controladoria-Geral da União notou o aumento e fez uma auditoria na associação, que acabou não apresentando a documentação necessária para comprovar o conhecimento e consentimento dos aposentados para os descontos. Segundo a defesa da entidade, ela foi “tão vítima” quanto seus associados.
O protagonismo da fraude seria de Camisotti, segundo o inquérito da PF. Para receber e lavar o dinheiro, familiares do empresário teriam sido usados como “laranjas” em diversas empresas. A gestão da Ambec também mantinha ligações com o executivo – os últimos três presidentes da associação têm parentesco com ele.
Em 2021, Camisotti foi o responsável por transferir R$ 18 milhões para a Precisa Medicamentos. Na ocasião, a empresa representava o Bharat Biotech, laboratório indiano que desejava vender 20 milhões de doses da vacina Covaxin para o governo federal. O negócio foi suspenso em junho do mesmo ano após, surgirem os primeiros indícios de irregularidades e corrupção.
Graduado em Jornalismo pela Universidade Paulista (Unip), atua na produção diária de notícias e dos conteúdos das seções temáticas do portal
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