Procurador convoca reunião para discutir exigência de CPF em farmácias
Condicionar o informe de dados a descontos é uma prática abusiva

Condicionar o informe de dados a descontos é uma prática abusiva
A discussão quanto à exigência de CPF em farmácias motivou o procurador federal Júlio Araújo a convocar uma reunião com a Anvisa, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). As informações são do portal InfoMoney.
A prática tem pautado discussões há anos, devido à suspeita de que as drogarias usam as informações dos clientes para abastecer um banco de dados com o histórico de compra, com a intenção de vendê-las.
Normas do Idec classificam como prática abusiva o condicionamento do informe de dados pessoais a descontos no momento da compra. Ao adquirir medicamentos que não sejam antibióticos ou de receita controlada, o consumidor tem o direito de não informar seu documento.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) define os critérios para coleta, classificação e armazenamento das informações, proibindo o compartilhamento dos mesmos com terceiros sem o consentimento do cliente. As normas estabelecidas pela lei ainda consideram uma boa prática a elaboração de um relatório de impacto descrevendo o tipo de informação coletada, a metodologia para segurança dos dados e os mecanismos utilizados na redução de riscos.
Confira uma lista de direitos do consumidor em relação ao compartilhamento de dados pessoais:
Estudante de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, atua na produção de notícias e também dos conteúdos de seções temáticas do portal.
Gabriel Noronha possui 795 conteúdos publicados no Panorama Farmacêutico. Confira!
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